terça-feira, 13 de outubro de 2009

Auto Ajuda.

Apresentando a novíssima seção de auto-ajuda deste blog

(Não é nada comprovado e não venha me pedir seu dinheiro de volta, mesmo porque é de graça):

Capítulo 1: Como apressar as pessoas para o almoço

Todo dia é a mesma coisa: tipo meio dia, fico com fome e chamo as pessoas ao meu redor para almoçar. Mas todo mundo enrola tanto que a gente chega no restaurante quase às duas da tarde, quando já estou faminto. MAS esta semana eu desenvolvi um truque muito eficiente. Logo depois de chamar as pessoas, eu acrescento a frase: "Hoje o almoço é por minha conta". Todos descem comigo rapidamente e chegamos ao restaurante no máximo doze e quinze. É claro que esse método apresenta alguns problemas como:

1.Quando chegamos ao restaurante, tenho que confessar que eu estava brincando e que não vou pagara conta de ninguém.
2.O método dificilmente funciona mais de duas vezes com o mesmo grupo de pessoas.
Enfim. Não falei que o método era desprovido de defeitos nem que funcionava eternamente. Além do mais, há muitas pessoas ao meu redor. Não recomendo a adoção do método para quem trabalha em empresas com quadro de funcionários enxuto.

Aguardem o capítulo número dois: Como tirar uma pessoa de um táxi.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Comentando sobre o fusca emprestado!


Hoje, antes de ontem acordei bem cedo para fazer o novo comercial da Aki Pneus, no qual fui dos participantes junto com Chico da Sorte. Beleza. Gravei o comercial e fui pegar a chave que fica na recepção da Aki Pneus com a recepcionaista:

Recepcionista: só um minutinho, que já estão trazendo seu carro.
Eu: (Eu, despercebido). Tá bom.

(Passa um minutinho)

Recepcionista: pronto, tá aí seu carro.
Eu: cadê?
Recepcionista (apontando): aqui, bem na nossa frente.
Eu: esse não é meu carro!
Recepcionista: como, não? Dá o seu papelzinho de novo. Tá vendo, é esse mesmo!
Eu: não é não, e... Ah, desculpa, é esse mesmo.

Entro no carro deixando pra trás dois recepcionistas incrédulos.

Esse tipo de coisa sempre acontece quando saio com o carro dos outros e/ou acordo muito cedo.

Beijo, amanha tem mais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Comentando sobre amigos, queixos e outras coisas mais.

Uma amiga minha disse que vai “colocar um queixo novo” na sexta-feira. Foi a primeira vez que ouvi essa expressão, colocar um queixo, e confesso que estranhei um pouco. Estávamos almoçando ontem e ela emendou que, aos 40 anos, espera não ter mais quase nada de natural no corpo. Estranhei mais ainda. Essa minha amiga é super tranqüila, sabe? Ela não me parece o tipo de pessoa que passa a vida numa mesa de cirurgia. Talvez se ela fosse a médica, mas não a pessoa deitada na mesa! Enfim. Daí eu disse:

Eu: gente, como assim, espera não ter quase mais nada de natural? O queixo é só o começo, é isso? Desculpe o trocadilho, mas estou de queixo caído. Hahaha!
Ela (séria): na verdade, faz anos que comecei um projeto de intervenções artificiais no meu corpo.
Eu: !!!
Ela: pra que ficar natural, me diga? Hoje em dia, é tão fácil mudar!

Daí, calmamente, pedi que ela listasse o que já mudou, porque eu nunca tinha reparado. É aí que entra o problema. Porque, ouvindo a lista dela, percebi que estávamos usando a palavra “natural” de um jeito muito diferente.

Item 1 da lista dela: queixo. Na sexta-feira. Ok.
Item 2: peito. Ela já mudou, e eu nem sabia. Ok também: definitivamente, é uma cirurgia.
Item 3: sobrancelha.

Eu: sobrancelha???
Ela: é, eu pinço a minha.
Eu: ah, mas pinçar, todo mundo pinça. Dã.
Ela: mas é natural? Não. Ou sua pinça é feita de flores? Mesmo que fosse: ela ALTERA a natureza da sua sobrancelha.

E ela continuou: cera para depilação (“Os pêlos, sim, são naturais”, ela disse). Escova progressiva no cabelo. Xampus e condicionadores e máscaras de tratamento mil. Clareamento nos dentes e, segundo a linha de raciocínio dela, até a própria pasta de dente, não? E por aí foi.

Aprendi esta semana, mais uma vez, que é importante definir bem o que você entende por determinadas palavras antes de usá-las.

E que meu corpo é menos natural do que eu pensava, claro.

P.S.: muito obrigado aos que ficaram felizes com minha volta!

Beijo, amanhã tem mais.

domingo, 27 de setembro de 2009

Comentando sobre organicos.


Até uns três meses atrás, eu era uma pessoa que amava açúcar refinado. Amava tanto que, num momento de desespero, em que não havia um único chocolate em casa, comi açúcar refinado puro, de colher. Bom, eu amava chocolate e doces em geral, carne vermelha e café, e comia salada, tomava suco e tal, mas também vivia comendo pizza, hambúrguer e tomando refrigerante. Beleza.

Bem, uns três meses atrás, eu fiquei gripado e, quando sarei, parei de gostar de carne vermelha, frango e café, e também passei a comer menos chocolate (não me pergunte por quê). Passei a comer mais ovo e a tomar litros de chá preto, e comecei a incluir na minha alimentação um ou outro item orgânico: ovos, legumes. Continuava com meu açúcar refinado e tal, e comia essas coisas orgânicas eventualmente. Bom.

Eis que, semana passada, fui a um homeopata que, depois de me mandar fazer alguns exames, disse que seria ótimo se eu comesse menos açúcar refinado e também se aderisse de vez aos orgânicos. E é aí que entra...

... comentando sobre orgânicos

Eles são muito mais caros
Tudo bem, deixar meu dia mais orgânico, tudo bem. Mas isso custa uma fortuna! Tomate sem agrotóxico é muito mais caro do que com, cookies orgânicos sem gosto e sem graça são muito mais caros que deliciosos cookies de chocolate e... bem, o ovo orgânico tem a gema mais amarela e mais bonita do que a do ovo comum, mas isso nem tem a ver.

Eles me rotulam como pessoa fresca
Três pessoas já torceram o nariz para meu novo hábito de comer orgânicos, e uma delas é meu namorado. Parece que fico instantaneamente chato e louco ao abrir meu saquinho de palitinhos orgânicos integrais com sementes. Vou colocar meus biscoitos orgânicos no pacote de Passatempo!

Essa palavra, orgânico, é esquisita
Mas “natureba” também é horrível.

Eles são meio excludentes
Por que não posso ser uma pessoa que come orgânicos e que também come, digamos, um x-salada e um milk-shake no Xerifes ou Pits Burg ou até mesmo naquelas maquininhas do centro da cidade? Quer dizer, acho que posso. Mas por que me zoam e me chamam de hipócrita nas poucas vezes que como junk food agora? Quer dizer, só me zoaram duas vezes, e faz só uma semana que aderi de vez aos orgânicos, mas mesmo assim.

Ah, pois é: apesar de meu paladar andar rejeitando carne vermelha, ele continua adepto de hambúrgueres, ainda mais do Xerifes. Vai entender.

Beijo, amanha tem mais.

Me assista tb pela tv Mossoro de segunda a sexta de 09 as 11 no Programa Coisa de Mulher, pela internet tambem da pra assistir ao vivo www.tvmossoro.tv.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre meu blog.




Volteiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. :)




Estava relendo mentalmente uns arquivos antigos e me toquei que raramente falo do blog. Pode ser que eu esteja enganado, claro, já que, como eu disse, só reli as postagens antigas mentalmente. Mas sei lá. De qualquer forma, fiquei com vontade de fazer algumas considerações!

Algumas considerações

* Adoro postar aqui! E adoro ler os comentários. E leio todos. Uhu! Insclusive os de Ivana Linhares. Voltei viu?

* Algumas pessoas me mandam e-mails perguntando se sou esta pessoa engraçada do blog. Bem, acho que sou, apesar de ser outras coisas também. Este aqui é meu lado leve, cotidiano e bem-humorado – eu me considero uma pessoa bem-humorada, quase sempre! Meu lado semi-nerd fica no algo do mundo, aí do lado. E meu lado mais amplo, digamos, que mistura esse lado do blog, fica no meu twitter. Bom, agora, chega de falar de lados, que estou me sentindo um cubo! Além de redondo, estou gordissim.

* Ah, digo isso porque, outro dia, recebi um email de uma pessoa dizendo que gosta mais de mim no blog do que no twitter. E que ia me dar unfollow. Pois é. Enfim. É duro separar a pessoa do blog, como tuitou @monalisafartura (em sua única tuitada, aliás! Aff)

* Aguardem um novo layout, que está a caminho. Estou trocando só para dar uma mudada, mesmo!

P.S.: escrevi "metalinguístico" sem trema, no título, por causa da reforma ortográfica! Deixando claro que este blog semi-aderiu à reforma neste retorno triunfante.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sumi, prometo, nao sumir mais, voltei.


Sumi, mas voltei! Com posts todo dia esta semana! Ou não. Enquanto isso, vamos ao...

... Minha franja artificial e minha ex franja natural.

Tive franja uma vez na vida, nos meus 15 anos. Nem era uma franja-fraaaanja, e sim uma coisa meio de lado, mas, enfim, entre franja e não-franja, era uma franja. Bom. Naquela época, eu pensava que fosse só fazer uma escova na franja, que ela ia ficar superfofa e tal. Mas não. Precisei apenas de uma lavagem para constatar que franja não é apenas uma parte curta do cabelo, mas sim uma oooutra coisa, que não sei bem o que é, mas uma outra coisa. Ela pode ficar boa com a escova, ela pode ficar toda torta com a escova, enfim, ela tem vida própria e nem sempre respeita as leis da física. Moral da história, a idade veio e a minha foi embora me obrigando a usar uma protese.

Bom. Lembrando daquela época e comparando a hoje: “Nunca mais cortaria minha franja” e pronto.

Os anos se passaram, cortei meu cabelo de várias maneiras e tal. Houve um tempo em que, estava deixando meu cabelo crescer. Mas eis que, um belo dia, lendo uma revista, começo a me revirar na cadeira. Vontade louca de mudar o cabelo, sabe como? Uma vontade incontrolável. Um forte desejo emanando das profundezas do meu inconsciente! Ok, passou. O caso é que fui ao cabeleireiro no mesmo dia...

... e pedi: franja.

Era assim nem é meio de lado: é uma franja MESMO.

Então eu não era mais a pessoa que, depois de lavar o cabelo, escolhia se ia usar secador ou não. Eu TINHA que usar secador na franja, a não ser que eu quizesse ser apontado na rua ou algo assim.
Mas querem saber? Eu adorava, hoje nao tenho mais como usar NATURALMENTE minha franja, so ARTIFICIALMENTE.
Beijos, voltei, com franja artificial, mas voltei. Amanha tem mais.
Assistam todos os dias na tv Mossoro, euzinha no programa Coisa de Mulher.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Comentando sobre a dor de estar errado

Comecei a fazer aula de violino. Beleza.
Na primeira a aula, a professora recomendou:
Professora: quando for treinar em casa, alongue-se primeiro.
Eu (pensando que ela tinha confundido violino com natação): alongar?
Professora: ééé. Senão, você vai ficar com o braço direito dolorido. Vamos alongar agora para você aprender.
Fizemos uma série de alongamentos. Eu não aguentava mais. Quando eu malhava, já detestava me alongar. Imagina essa, agora! Numa aula de música! Repeti os movimentos, mas achei uma perda de tempo e me comprometi comigo mesma a não me alongar em casa.
No dia seguinte, comprei meu violino. Todo animado, treinei quase todos os dias entre a primeira aula e a segunda.
Ontem, eu não conseguia nem levantar meu braço direito de tanta dor.
Aprendi várias coisas com esse episódio.
Não subestimar as lições dos professores. Ouvir as pessoas. Acreditar em alongamentos. E, claro, acreditar fortemente que estou malhando meu braço direito.
Se eu voltar à academia, não quero nem saber: exercícios, só com o squerdo.Independentemente do que o instrutor aconselhar!

Beijos, amanha prometo, tem mais.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Comentando sobre transparência entre amigos, família e afins

Da série...
... transparência entre amigos, família e afins
Episódio 1: Para que inventar uma desculpa?
Combinei com uma grande amiga de sairmos à noite. Um bar, um café, enfim. Beleza. À tarde, ela me liga:
Eu: e aí?
J.: não vou mais, tudo bem?
Eu: sério? Vai ficar aí no trabalho até tarde?
J.: não, não. É que vou sair com outras amigas minhas.
Eu: hã?
J.: desculpa, mas a R. e B. me chamaram, sabe, e eu resolvi cancelar com você. Nós já nos vimos esta semana, nem estamos com saudade.
Amigas, amigas. Desculpas do tipo “estou com dor de barriga” ou “lembrei que tenho um aniversário” à parte...
Aguardem o episódio 2: “Sobre cachorros de estimação”

Voltei, beijos, amanha tem mais

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Comentando sobre O bridge, as regras e a realidade

Passei parte da minha adolescência jogando bridge com meus amigos. Para aqueles que não sabem, é um jogo de cartas. Tem fama de complexo, difícil. E é chique, sabe. Pelo menos, a gente achava. Alguém tinha espalhado que era o jogo das velhinhas inglesas. O caso é que enchíamos a boca para falar que jogávamos bridge e nos divertíamos muito com o jogo em si.
Passávamos noites entretidos, geralmente na casa de um deles. Vinho e charuto regavam nossos jogos.
Ok, apenas Coca -Cola e, no máximo, um Fandangos.
Bom. Os anos se passaram e a gente parou de jogar. Perdemos o hábito, sei lá. Coisas da vida. Na verdade, só nos demos conta disso ontem, uns dez anos depois da nossa época áurea do jogo. Começamos a conversar sobre isso. Era tão bom. Tão divertido. Por que paramos? Por quê? Com um baralho na mão e muita nostalgia na cabeça (ok, péssima), resolvemos ressuscitar o bridge. Ok, agora já adultos e com uma turma menor mas o que importa é que era nosso bridge querido.
Ou não. Porque, agora, chega de poesia e vamos para...

... o bridge, as regras e a realidade

Sentamos à mesa: eu, Janeide, Cleia e o Marcos (que não participou da nossa época áurea e insistia para a gente jogar buraco). Pegamos a garrafa térmica cheia de café. O baralho. E, aí, nos demos conta de que tínhamos esquecido as regras.
Mas tudo bem, né? Anos tinham se passado, acontece. E, afinal de contas, o Google está aí para isso. Fomos para o computador. Digitamos "bridge regras". Mas abriu um site com regras totalmente diferentes das que conhecíamos. Beleza, site ruim, acontece isso no Google.
Daí abrimos outro site errado. E mais outro. Não é possível, não existe um site com as regras certas do bridge?
Bem, depois de dezenas de sites errados, era hora de encarar a realidade. A gente nunca tinha jogado bridge. Provavelmente, era algum jogo maluco que Fernanda inventou. Algumas regras eram até parecidas, com alguma boa vontade da nossa parte. Mas o fato é que bridge mesmo, pelo que pesquisamos, é muito mais complexo do que nosso jogo. Com muito otimismo, posso dizer que passei a minha adolescência jogando, no máximo, um pseudo-bridge para crianças.
Ai, ai.

Me sinto um filho que só agora, na idade adulta, descobriu que sua família não era verdadeira.
Mas tudo bem. Vamos começar 2009 encarando os fatos. Por um ano novo fora da matrix!
(E o que importa é que, no fim, telefonamos para Fernanda, ela nos lembrou das regras e passamos a madrugada jogando o jogo que ela inventou. Como nos velhos tempos!)

Até amanhã e vamos viver um FELIZ 2009